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Felix Miranda : Autarquica é como devolver o real poder ao povo , o verdadeiro sberano
AUTARQUIAS É COMO DEVOLVER O REAL PODER AO POVO, O VERDADEIRO SOBERANO

OS ARGUMENTOS DO MATRE (GOVERNO) QUANTO AO GRADUALISMO GEOGRÁFICO, SÃO INDEFENSÁVEIS E TODOS AQUELES QUE OS SUSTENTAM, REDUZEM ANGOLA A MUTAMBA – LUANDA.

Durante cerca de 5 anos 2012/ 2017, palmilhei o país acompanhando o Presidente da CASA-CE Abel Chivukuvuku de Cabinda ao Cunene, do mar ao Leste, em cada beco, aldeia perdida no mais recôndito e até buracos impossíveis desta Angola visitamos; com seus habitantes convivemos e seus clamores e dores partilhamos. Pudemos ao longo desses anos e no decurso dos milhares de kilómetros andados, constatar os danos irreparáveis causados por este tipo de crimes discriminatórios do colonialismo português ao investir numas regiões deixando outras para trás.

O GOVERNO ANGOLANO ACTUAL TEM A SOBERBA E HISTÓRICA OPORTUNIDADE DE CORRIGIR O ERRO E SALVAR A UNIÃO DA PÁTRIA E A NOVA GERAÇÃO

Como disse atrás, no quadro da sua política de dividir para melhor reinar, o colonialismo português usou este método reprovável e condenável para atrasar o desenvolvimento de uns povos a favor de outros. Volvidos 500 anos, não se conseguiu recompor os fragmentos erosivos entre os povos irmãos e os paralelos sessecionistas mesmo dos mais imaginários traçados, Sul/ Norte e coisas de outro jaez em que uns eram e são tidos até agora como os do mato interior (PROVÍNCIA) e outros os civilizados (CAPITAL).

Por causa dessas injustiças anacrónicas, os angolanos ao se desprezarem, se tornaram inimigos uns dos outros. Assim, o Sul do Sul, região do Cunene, Huila e Moçamedes (Namibe), ficaram atrasados no tempo e no espaço, a imagem do Menongue, Moxico e mais ao Norte Uíge e Zaire e quão é impressionante as zonas agrestes do Nambuangongo, Kibaxi aqui próximo no Bengo ou Lumbala Nguimbo no Moxico, por exemplo, deixados por sua conta e que jamais vão apanhar o nível dos outros.

O Colonialismo negou a essas populações a civilização e não investiu com infraestruturas do desenvolvimento: escolas, hospitais, rádios e televisões, administrações para serviços públicos, os meios de entretenimento sociocultural na vida social normal sadia e inviabilizou as vias de comunicação limitando-as as picadas intransitáveis para que esses discriminados, distanciados da dita civilização fossem tratados como indígenas pelos seus próprios compatriotas, esses agrupados nas grandes vilas e , em contacto permanente com o desenvolvimento mundial e as naves espaciais com destino aos céus.

É em resumo o que pode suceder agora caso não se proceder um volte-face à esta intenção de Gradualismo Geográfico do Governo. 500 anos passados, esses povos nunca mais conseguiram alcançar o mesmo nível de outros, com excepção de alguns bons meninos admirados e adorados nas aldeias e vilas como elites, os assimilados (no papel do camões na terra dos cegos) que se exibiam com gravatas e fatos e comiam com garfo e faca, como disse um dia o ‘português Almirante Vermelho’ Rosa Coutinho.

POR ISSO: NADA JUSTIFICA O GRADUALISMO GEOGRÁFICO, SOB PENA DE SE PASSAR UM CERTIFICADO DE CULPA PELOS 42 ANOS PERDIDOS.

Estruturas físicas há em todo o lado, as encontramos abandonadas ou mal tratadas pelos administradores em exercício deste Governo. Lá onde escasseiam, em 6 meses se pode construir edifícios administrativos; formar em poucos anos quadros periféricos ou transformar os existentes e reciclá-los como funcionários para os vários sectores da função pública. O resto, como aconteceu com Luanda, em menos de um ano, também se pode construir o necessário para se ajustar o interior às demais sociedades de Angola, de África e quiçá do mundo e marcharem no mesmo compasso e na mesma velocidade.

BASTA A VONTADE POLÍTICA PARA QUE TUDO ACONTEÇA COMO O POVO QUER! NÃO É PRECISO MILAGRES.

AQUELE ABRAÇO!

Félix MIRANDA
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