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Na hora da partida do nosso Diabo! Um adeus, um desabafo
Caros camaradas, chegou a hora de dizer adeus depois de muitos anos de serviço obrigatório a pátria amada.
Tentei deixar o poder várias vezes no passado mas, a responsabilidade era grande e temia que a unidade nacional e a paz fossem posta em causa.

Sacrifiquei a minha juventude e a minha saúde em nome da pátria, hoje sou amado e odiado por muitos.
Sou amado por aqueles que conheceram os meus feitos como humanista, nacionalista e patriota.

Odiado por aqueles que julgam os bens materiais daqueles que me são próximos como consequência da minha nobre intenção de se fazer uma classe média-alta angolana através da criação primitiva de capital não ter resultado. Não resultou pela traição deliberada daqueles a quem confiei os fundos de todos nós para investirem em Angola, para o bem de todos ter sido exportado para Europa e outras partes do mundo.

Hoje me sinto traído tal como vocês.

Peço as minhas sinceras desculpas ao povo amado de Angola.

Hoje decidi deixar, em definitivo, a vida política activa por reconhecer que existe uma geração de líderes capazes de dar sequência a obra iniciado por Neto, Holden e Savimbi, isto para não recuar no tempo de Ekuikui, Mandume, Nzinga , Ngola e tantos outros.

Tenho a plena certeza de que João Lourenço, Samakuva, Chivukuvuku e mesmo Ngonda tenham aprendido muito ao longo dos tempos e com as nossas desavenças. Estes líderes podem e devem dar sequência a senda de desenvolvimento a que nos comprometemos.

As desavenças de Neto, Holden , Nito e Savimbi custou a vida a muitos Angolanos e ainda tem custado muitas outras através das suas consequências pois o nosso país ainda é subdesenvolvido aonde a energia, água potável e educação para citar alguns constituem problemas.

Caros camaradas e compatriotas,


É praticamente impossível liderar um país em paz e não ser autor moral de várias atrocidades quanto mais um líder que liderou um país que enfrentou a mais sangrenta era.

Não estou completamente satisfeito por não estar a deixar um país com todos os cidadãos felizes mas sinto-me honrado pelo facto de reconhecer que fui capaz de deixar Angola e o partido na mão de um líder extremamente capaz e que me surpreende a cada dia com ações dignas de um discípulo amado e admirado.
Coragem camarada João Lourenço!

Sempre admirei a sua coragem e determinação de me substituir.
Não o deixei fazer antes porque achei que não era o momento certo. Estarei ao seu dispor quando for absolutamente necessário.

Rapoza negrinha
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