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A farsa dos combustíveis ou como nos estão a enganar
"AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS PELOS DOIS ALDRABÕES!"
A farsa dos combustíveis ou como nos estão a enganar


Há 3 anos, o Governo decidiu aumentar o imposto sobre os produtos petrolíferos. 6 cêntimos por litro!
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Justificava, na altura, com o objetivo de “ajustar o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) à redução do IVA cobrado por litro de combustível, atendendo à oscilação da cotação internacional dos combustíveis e tendo em consideração os impactos negativos adicionais causados pelo aumento do consumo promovido pela redução do preço de venda ao público”.
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Quer dizer, o preço estava baixo e não queria perder receita. Está certo.
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Comprometeu-se na altura, que se o preço subisse reduziria a carga fiscal sobre os combustíveis de modo a manter a receita do Estado. O cidadão pagaria o mesmo independentemente do preço de mercado.
O que aconteceu?
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O Estado, em três anos, embolsou 800 milhões a mais. Os preços sobem e o Governo fecha os olhos. Não reviu os preços. Surripiou os cidadãos.
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Já não basta a concertação de preços das gasolineiras, o Estado também vai buscar o seu quinhão. É por isso que não vai rever o preço, mesmo com estes aumentos. Está viciado na fácil arrecadação de impostos, mais ainda quando esta não é, até agora, compreendida em todas as suas dimensões e por isso entendida como é: um logro.
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A estratégia é sempre a mesma: trocar impostos diretos por indiretos, estes últimos que as pessoas notam menos – anestesia fiscal – e são socialmente mais injustos.
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Temos a energia mais cara da Europa – muito por causa de decisões tomadas há uns anos e que, por estes dias, se compreende melhor a que interesses obedeceram -, os combustíveis dos mais caros também – mais de 80 % do que pagamos são impostos -, e depois queremos ser mais competitivos, ter boas empresas e bons salários, coisa que não se faz em condições tão adversas.
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O Estado faz de conta que não nota. O Governo, com notável êxito, fia-se na memória curta dos cidadãos, os quais, muitas vezes, preferem uma aparência de sucesso do que lidar com problemas.
Cristovão Norte
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