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Funcionário da TPA fala dos " Crimes " que Nhangica cometeu contra o país
FUNCIONÁRIO DA TPA FALA DOS "CRIMES" QUE NHANGICA COMETEU CONTRA O PAÍS

De um funcionário bem identificado da TPA, recebi este relato com pedido de publicação:
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Fui uma das vítimas desse nascituro da escumalha. O tipo sempre disse que mandava mais que muitos ministros ou que era o único capaz de pôr ministros a correr para além de JES. Que era o único administrador na TPA que mandava mesmo. Suas palavras: eu mando mesmo.

Os outros não mandam nada. Ameaçava todo o mundo de exoneração. Dizia que quem mandava era ele e que o Barber só assinava.

Que fazia o festival de distribuição de dólares todas as sextas feiras à tarde. Que, como responsável máximo da informação na TPA, inventou a viagem de helicóptero do Lobito ao Luau, com o apoio da Casa Militar, para filmar a linha férrea para arquivo. Veja-se bem, para arquivo.

O helicóptero caiu provocou mortos e feridos. Não visitou os feridos hospitalizados no Hospital Militar nem participou do funeral do Feliciano Saiminho e era o chefe. Foi dele a ideia da operação. Nunca consolou a viúva, os órfãos e a família.

Nunca visitou o Samuel Lussati hoje estropiado e abandonado. Consta que diante da tragédia solicitou apoio à Casa Militar para as vítimas, apoio este que nunca chegou aos destinatários. Gabava-se de ter uma casa melhor que a de muitos governantes com piscina olímpica e adega de vinhos no subsolo e uma frota de mais de 10 viaturas topo de gama. Como conseguiu isso? Não terá sido à custa do sofrimento de muitos. Sempre defendeu que não se podia mostrar problemas do país para não manchar a imagem de JES.

Por detrás da sonegação de notícias cobrava aos gestores de vários departamentos governamentais. Com o país a braços com um surto de febre amarela cobrava silêncio aos jornalistas.

Quando se silencia uma tragédia como a que tivemos com o surto de febre amarela se é cúmplice disso. Ele impedia que se falasse da realidade que o país estava a passar para que se tomassem medidas.

Era muita morte. Então foi cúmplice da tragédia. Impediu que as autoridades tomassem noção exacta da tragédia. Impediu o papel do jornalismo na sociedade.

Porque nunca moveu uma palha para apoiar colegas doentes, muitos dos quais acabaram por morrer? Ele quer a lista e o testemunho dos familiares dos mortos? Quer enfrentar as suas vítimas em tribunal? Quando ameaça o colega Eurico está a convocar também as vítimas de que foi predador?

Perdão? Aprendeu aonde a perdoar? Nunca o ouvimos dizer, perdão errei. Ou a culpa foi minha. Semeou culpados. Mesmo errado achava que estava certo. Intimidava quem não estivesse de acordo com ele com telefonemas a supostos generais. Assuntos informativos nas reuniões editoriais, em caso de dúvidas eram dissipados com ligações a generais.
Para ele a sede do MPLA era dos que não mandavam nada. Gabava-se: eu mando mais que eles, isso resolve-se lá em cima.

Há mais. Muito mais.
Ele quer mesmo levar-te a tribunal? Pergunta-lhe.
Felizmente deixou muitas provas por onde passou e com a vida que leva.

Deverá explicar como chegou à condição de jornalista mais rico de Angola, como gosta de se auto-intitular e exibe. Será que foi com o salário da TPA.

Se é verdade que será premiado com o cargo de Adido de Imprensa em Brasília, quem sofreu com ele, por causa dele, também tem o direito de propor a criação de uma Associação das Vítimas do Nhangika ou outro nome qualquer e exigir das autoridades a reparação do mal que ele provocou.

Os outros definhavam e ele curtia férias em Cape Town para onde viajava em jato privado pago pela Casa Militar em companhia de gente bem conhecida, incluindo o filho de um alto funcionário da presidência com fortes ligações à Comunicação Social”.

As vítimas são muitas.

* Copiado de Humberto Caetano
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