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Sindicato dos Jornalistas Angolanos "espera por mudanças na imprensa angolana".


Ministério de Comunicação Social de Angola conta com dois novos rostos. Trata-se do ministro João Melo e o seu secretário de Estado Celso Malevoloneke. Sindicato dos jornalistas espera "mudanças".


O Presidente angolano, João Lourenço, concluiu na quinta-feira (12.10.) a nomeação de 50 secretários de Estado, que acrescem a 32 ministros já empossados nas funções, num Executivo que soma assim mais de 80 governantes.
A 30 de setembro, na cerimónia que seria para empossar os 32 ministros nomeados, o chefe de Estado pediu "trabalho" a todos os governantes indicados, condição que, disse, ditará a avaliação da qualidade das escolhas feitas para este Governo.

"Nós confiamos na vossa capacidade. É evidente que é cedo para concluir se acertamos na composição deste Executivo. Será pelo nosso trabalho, pelos nossos resultados, que a sociedade nos vai julgar e concluir, daqui a algum tempo, se, efetivamente, este foi ou não o melhor Executivo escolhido", afirmou João Lourenço.
Entre os novos governantes estão João Melo que tutela o Ministério da Comunicação Social e o seu secretário de Estado Celso Malevoloneke


Em declarações a DW África, Teixeira Cândido secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), disse que o contexto atual da imprensa do seu país é preocupante. Por exemplo, no que toca a pluralidade de informação, o sindicalista afirma que "hoje nós temos cinco províncias que conseguem ouvir mais de uma rádio, cinco províncias que conseguem ter acesso no total ou com poucas restrições aos dois canais de televisão (TPA e TV Zimbo). Mas temos 13 províncias que há 42 anos só houvem a Rádio Nacional de Angola".
Jornais deixaram de existir

Nos últimos anos, muitos jornais privados como Angolense e A Capital deixaram de existir por falta de apoios do Estado.

Atualmente, os leitores ainda podem contar com os semanários Folha 8, Novo Jornal, Liberdade e Manchete que sobrevivem graças às pequenas vendas, publicidade e esforço dos próprios profissionais. Escrivão José, diretor do jornal Liberdade não espera por um quadro diferente para os media privados.

"No meu entender não haverá apoios porque mesmo com o Executivo cessante o ex-Presidente José Eduardo dos Santos, sempre prometeu que haveria apoios para a imprensa privada e nada disso aconteceu", lamenta.
Symbolbild Zensur Pressefreiheit (picture alliance / Stefan Rupp)

Alguns cidadãos mostram-se apreensivos em relação ao novo Governo saído das eleições de 23 de agosto. O elenco governamental conta com 32 ministérios e 50 Secretários de Estado e Teixeira Cândido espera por mudanças no setor da comunicação social do país.

"Temos pessoas disponíveis com outra perceção daquilo que pode ser o posicionamento da comunicação social e é esta expetativa que nós alimentamos de que dentro em breve, vamos poder ver os órgãos de comunicação social sobretudo públicos a promover uma maior pluralidade de ideias".

Mais apoios do Governo

O secretário-geral do SJA espera ainda por parte das autoridades um maior apoio aos media angolanos privados.
"Atualmente 99 por cento das empresas de comunicação social são insustentáveis. Têm muito pouco rendimento para aquilo que é o volume das despesas".

Muitos cidadãos angolanos não falam a língua oficial do Estado, o português, por esta razão têm dificuldades no acesso à informação. Daí que Teixeira Cândido aponte como alternativa "as rádios comunitárias que são feitas pela própria comunidade e normalmente o objetivo é informar a comunidade. Nós não temos isso na nossa Lei”.

Entretanto, está para breve o início das atividades da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERCA). Apesar de não esperar por grandes atuações, o sindicalista explica qual deverá ser o primeiro passo daquela instituição.
"Entendemos que a entidade reguladora devia ter mais poderes.

Contudo, esperamos que a ERCA nos seus primeiros anos de funcionamento consiga convocar uma assembleia de jornalistas cuja missão será a de elegermos a comissão de carteira e ética para que as pessoas possam respeitar as incompatibilidades".


fonte: dw África
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