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Minas gigantes em exploração nos próximos anos
Os resultados do mapeamento geológico em curso desde 2014 apontam para que, a médio prazo, surjam em Angola cinco ou seis minas equivalentes à de Catoca, o quarto maior kimberlito do Mundo a céu aberto, soube ontem o Jornal de Angola.
Minas gigantes em exploração nos próximos anos


A revelação foi feita pelo consultor do secretário de Estado da Geologia, Canga Xiaquivuila, num encontro entre representantes institucionais angolanos e empresários britânicos do sector mineiro, em Londres, em finais de Março, e obtida de participantes à reunião.

As informações avançadas pelo consultor indicam que os levantamentos aéreos e geofísicos revelaram que Lucapa possui 106 mil quilómetros quadrados com potencial para diamantes e Cassinga 114 mil quilómetros quadrados com potencial para ferro e igual dimensão com probabilidade de prevalência de ouro.

Na fase final do mapeamento aéreo e geofísico, prosseguiu, foi revelada uma zona metalífera de grande interesse com probabilidade de ser a extensão da cintura de cobre da Zâmbia e do Congo Democrático, de 116 mil quilómetros quadrados, um bloco cristalino do arcaico de 56 mil quilómetros quadrados com potencial para diamantes, metais básicos e ouro, uma possível extensão da zona de Cassinga com 97 mil quilómetros quadrados com potencial para prospecção de ferro e ouro e uma zona de subdução proterozóica, com potencial para prospecção de cobre, ouro e níquel.

Interesse britânico

Canga Xiaquivuila disse que o levantamento geológico confirmou a extensão real do complexo gabro-anortosítico (rochas ornamentais) do Cunene, abrangendo também a província da Huíla e parte do território da Namíbia, com uma extensão de 84 mil quilómetros quadrados.

Estas dimensões constituem o dobro das que foram divulgadas, pois a nova interpretação baseia os cálculos numa leitura em três dimensões, contra a inicial em 2D. Angola decidiu abrir ao capital internacional ocorrências mineiras conhecidas antes do estabelecimento do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO), no qual se inclui o mapeamento e uma lista de 221 projectos em promoção para a exploração de recursos minerais, com destaque para o ouro.
Ao discursar no encontro, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, defendeu que Angola possui um “ambiente regulatório robusto e estável”, o qual protege os interesses do Estado e dos investidores com base no Código Mineiro, um dispositivo legal, e obriga a empresas a terem como padrão a transparência, lealdade, rigor técnico, profissional e as melhores práticas internacionais.

Com base nessas informações, investidores britânicos iniciaram no encontro contactos com o Ministério da Geologia e Minas e a Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), para obterem informações sobre a absorção de capital estrangeiro no sector mineiro angolano, serviços e especialidades com espaço para integrar a cadeia de valor geológico e mineiro do país.O promotor do encontro, o UK-Angola Trade and Investiment Forum promete enviar ao país uma missão empresarial para consolidar os contactos mantidos em Londres e avançar para investimentos concretos.

Além do titular da pasta da Geologia e Minas e do consultor do secretário de Estado, participaram o director do Gabinete do Ministro, Augusto da Silva Neto, o embaixador itenerante Luvualu de Carvalho, o ministro britânico para a Commonwealth e a enviada da primeira-ministra para Angola, Tobias Ellwood e Lindsay Northover, respectivamente, e o presidente e director Executivo da Câmara de Comércio Angola-Reino Unido, Braulio de Brito.
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