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Guiné-Bissau: Conselho de Estado termina sem conclusões.


O presidente do Parlamento guineense fala num plano "para insultar os participantes", mas adianta que entregou ao Presidente da República, José Mário Vaz, uma proposta para resolver a crise política.

default Presidente guineense, José Mário Vaz

A reunião do Conselho de Estado desta segunda-feira (06.03) durou mais de três horas, mas terminou de forma inconclusiva.

"Viemos aqui pensando que iríamos discutir soluções para a saída da crise no país, mas afinal foi montada uma máquina para insultar os participantes", afirmou o líder do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá, à saída do encontro.
Mesmo assim, Cassamá disse ter apresentado ao Presidente guineense, José Mário Vaz, uma proposta sua para a saída da crise política que assola o país há quase dois anos.

Cipriano Cassamá

Cipriano Cassamá: "Se não for cumprido o Acordo de Conacri não podemos fazer mais nada"
"Esta proposta passa pelo cumprimento do Acordo de Conacri. Se não for cumprido o Acordo de Conacri não podemos fazer mais nada", adiantou. Cassamá prometeu dar mais detalhes mais tarde.

Sem programa de Governo

O acordo, assinado em outubro, prevê a criação de um Governo de consenso, mas isso não aconteceu até agora. O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e outras três forças parlamentares acusam o Presidente da República de desrespeitar o que foi combinado em Conacri ao nomear Umaro Sissoco Embaló para chefiar o Executivo.

Quase três meses depois da tomada de posse do novo Governo, o programa de governação continua por aprovar. A Comissão Permanente do Parlamento rejeitou, na semana passada, um recurso do Partido da Renovação Social (PRS) que exigia a marcação imediata de um plenário para debater o programa.

O PRS, segundo partido mais votado nas eleições de 2014 e que sustenta o atual Governo de Umaro Sissoco Embaló, considerou o chumbo ilegal e inconstitucional. Mas o recurso foi reprovado, considerando que "os requerentes não têm legitimidade para recorrer da matéria em questão, porque o próprio objeto atacado não admite recurso."

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