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Angola: a encoberta mão sangrenta do Comité de Acção do Partido reinante!
Washington D.C – Pouco se fala ou se escreve sobre os segredos envoltos nos “modos operatórios” do Comité de Acção do Partido no poder,o MPLA.

Inicialmente criado no tempo de guerrilha para a mobilização e a conscienlização dos Angolanos na luta contra a colonização portuguesa – sob a égide do Movimento Popular para a Libertação de Angola, hoje esse comité tornou-se na maior máquina repressiva do nosso aparelho de Estado!



Ao contrário da Contra Inteligência Militar (GOISM) ou dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE) , o Comité de Acção do Partido (CAP) está enraizado em todas as esferas da nossa vida social – para coerciva ou permissivamente aplicar as ordens emanadas pela Casa Civil da Presidência da República, principalmente!

O domínio “questionável” sobre os princípios da maneira de pensar em geral, dos direitos e deveres do cidadão comum, proporciona-lhe oportunidades inigualáveis e incríveis de poder moldar arbitariamente quem quer que esteja sob sua custódia!

As simulações de crimes de homicídios virtuais, ódios, passionais, vingativos, etc., cometidos entre familiares ( parentesco por consanguinidade ou afinidade), através do envenenamento de alimentos, medicamentos, líquidos (álcool, em particular), são métodos frequentemente usados por esse comité para humiliar e aterrorizar o pensar diferente dentro da nossa própria sociedade.

Há também circuntâncias em que as víctimas são submetidas a um processo de doutrinação político-ideológica com ênfase no compromisso de obediência total ao partido reinante e o seu líder máximo.
Os que ,por convicções fortes, recusam a submeter-se à essa chantagem emocional – são remetidos a morte no silêncio…

Os rotulados de «personas non gratas» pelo regime de Eduardo dos Santos são – no geral! – “imolados” de violências físicas cruéis e selváticas…

Mas, o maior perigo aqui é o recurso frequente ao esquadrão da morte ou grupo de choque que o CAP tem feito uso em todo nosso território nacional para silenciar e amaldiçoar a voz contrária ao regime no poder… E muita das suas víctimas contam-se actualmente em centenas de milhares desde Setembro de 1979.

Em Angola nada se faz por mera coincidência!, …e muitas das vezes até nos esquecemos que somos governados por uma criatura formada numa Academia Militar do Comitê de Segurança do Estado (KGB) da antiga União Soviética…

O Presidente da República para fazer vincar a sua autoridade, logo após a morte súbita de António Agostinho Neto, viu-se forçasomante obrigado a livrar-se de muitos dirigentes dentro do MPLA, Governo angolano ou membros da sociedade civil…

E fê-lo, sobretudo, com o auxílio da mão sanguínea do “Comité de Acção do seu próprio partido”!
Grande parte dos seus “acólitos” proveniente desse grupo passaram mais tarde a ser chamados de “meninos do Futungo de Belas” … os tais ditos “indivíduos” que na flor da juventude cometeram delitos das mais variadas índoles durante o 27 de Maio de 1977… e de daí por diante…

Eram, por assim dizer, naives ou lumpens com autopercepções e aspirações muito além das suas próprias bagagens intelectuais e “background acadêmicos” – selecionados minuciosamente pela Presidência da República para mandar abater e abafar a idéa contrária ao sistema político instalado dentro da nossa socieda, entregar os recados oficiais ou privados do presidente, tráficar diamantes, e lavagem de dinheiro, etc., em nome de José Eduardo dos Santos.

As suas respectivas ingenuidades eram tantas… a tal ponto de terem causado sérios danos morais e físicos à membros das suas próprias famílias, amigos directos, colegas de serviço, vizinhos, ou todos e quaisquer suspeitos…

Hoje, alguns desses algozes ocupam cargos de relevo na nossa Assembleia Nacional, estruturas estatais, partidária ou chefiam as nossas embaixadas e representações comercias nas maiores capitais ocidentais europeias, americanas, latinoaméricas.E outros ainda exercem funções dentro do nosso Ministério das Relações Exteriores…

Como essas malditas criaturas existem centenas e centenas com as mãos bem cheias de sangue,bem protegidas pelo aparelho de Estado angolano.

O CAP, por exemplo, continua a ter representatividade nas nossas maiores missões diplomáticas no estrangeiro, essencialmente, em países com grande afluência da comunidade angolana…

Nos Estados Unidos esse comité conduz campanha de desprestígio contra os oponentes angolanos ao regime de Dos Santos aí residentes, feita por elementos associados à nossa embaixada em Washington D.C – e isso tem tido uma dimensão muito mais complexa, envolvendo identificação e isolamento do alvo,através de ataques pessoais sem fundamento e do assassínio de carácter quer a nível social ou professional do visado!

E, para a execução desse serviço utilizam-se mais angolanos funcionários do sector público ou privado americano…comprometidos moralmente com o regime de Eduardo dos Santos.

Como membro do Comité Central do MPLA, e antiga representante de Angola (Directora Executiva) no Banco Mundial em Washington D.C, Ana Afonso Dias Lourenço ocupava simultaneamente o cargo de coordenadora do Comité de Acção do partido dos “camaradas nos Estados Unidos de América.

Em Portugal,segundo oficias da nossa contra-inteligência, o embaixador angolano José Marcos Barrica chefia e supervisiona todas as acções do CAP, a partir do qual se originam ameaças ou orquestradas tentativas contra as vidas de altas personalidades políticas, artistícas, académicas, civícas, religiosas angolanas,etc., que aí vivem..

No entanto, o mais repugnante é essa incrível passividade deliberada e injustiça passiva que os membros do MPLA têm permitido ao José Eduardo dos Santos continuar com as táticas coercivas adoptadas durante o período da luta contra o colonialismo Português …e tudo isso em troca de enriquecimento ilícito? – assassinatos premeditados,raptos, estupros sexuais,corrupção política, açambarcamento vergonhoso do erário público,graves abusos e violações dos direitos humanos,liberdade de imprensa,Constituição nacional,etc.

Usando dados da “adsoftheworld.com”, a “bigthink.com” indica que existem 12.500 pacientes para cada médico em Angola. Enquanto que a Organização Mundial da Saúde, no seu relatório de 2004, revela que só há 0.083% quadros superiores de medicina para uma densidade populacional composta de 1000 angolanos.

Contudo,Funcionários seniores da nossa secreta acreditam tamém que as operações gerais da CAP custam certa de 11% da fatia do nosso Orçamento Geral do Estado.

O Finacial Times divulgou em 3 de Outubro de 2016 que a Fundação Mo Ibrahim havia acusado os países africanos exportadores de petróleo (incluindo Angola, claro está!) de “desperdiçaram uma década de oportunidades económicas”, mostrando assim “quão pouco progresso fizeram em suas fortunas fora do desmame do petróleo”.

Essa instituição recorda ainda que num período de dez anos esses países só investiram 2,9% dos lucros obtidos na comercialização do “ouro negro” para a diversificação das suas respectivas economias!

Entretanto, o economista Alves da Rocha, Director do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, afirmou recentemente que entre 2002 e 2014 a nossa receita de exportação de petróleo alcançou $461,8 mil milhões e os fundos fiscais provenientes do petróleo somaram cerca de $285 bilhões, enquanto que os investimentos públicos só totalizaram 93,5 bilhões de dólares…

O que significa a dizer que num período de 12 anos o regime de José Eduardo dos Santos arrecadou cerca de 746.8 mil milhões de dólares da nossa comercialização petrolífera, investindo apenas 93,5 bilhões desse montante na coisa pública.

Assim, os nossos diamantes de sangue e o petróleo amaldiçoado de Cabinda, principalmente, servem de fontes de financiamento às actividades coercitivas do regime de José Eduardo dos Santos contra cidadãos pacatos e indefesos…

É má fé ,falta de ética e inaceitável que hoje o número de médicos per capita seja 50 vezes inferior à quantidade de operativos ao serviço do Comité de Acção do Partido (MPLA)…

Isso em si espelha não só o nível de desgovernação e disfuncionalismo público nacional, mas também demonstra as proporçõ es seriamente alarmante que o índice da cultura de impunidade e onda de violência alcançaram na nossa sociedade.

É arriscado condicionarmos a democratização de Angola na esperança de que essa iniciativa saia no seio do próprio MPLA…

Seria de igual modo um suicídio fatal acreditarmos que criminosos de colarinho branco… venham salvar-nos das maldições por si criadas, principalmente, quando estão em melhores condições de ditarem o nosso destino económico,político e militar…

A melhor forma de pararmos o derrame de sangue silencioso entre nós seria pedirmos conta ao “indivíduo que nos governa”, exigindo-lhe que se sente connosco sem pré-condições algumas!… e, aí então …poríamos todas as cartas na mesa, e …veríamos quem afinal de contas detem o poder entre nós!
Prof.N’gola Kiluange ( Serafim de Oliveira)
Washington D.C
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