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Ganhe quem ganhe as próximas eleições o sector do Ensino Superior em Angola requer uma reforma profunda
Ganhe quem ganhe as próximas eleições o sector do Ensino Superior em Angola requer uma reforma profunda, iniciando-se com des-feudalização do sector de cima a baixo.

A Universidade enquanto segmento vital da esfera pública poderia beneficiar duma lufada fresca, caso se torna, de facto, autónoma e independente das enginharias auto-destructivas correntes, convertendo-as em espaços propulsores de 'cultura-inculta' (A. Bloom). Felizmente, o infame anteprojecto sobre o subsistema do ensino superior, reside, hoje, moribundo nas masmorras e palmas dos dragões benígnos do Kremilin.

A ideia que se tem é que o sector sofre dos efeitos da angolanização de tudo e tudo angolanizar -- angolanizar a economia, saúde, ensino, estado, leis, enfim, enfim, enfim... um governo angolanizado, uma democracia angolanizada...? Enfim, tanta mágoa em tantas esperanças feridas pela frustração de ver sonho de ingresso na Universidade protelado ou anulado caso recurso não houvesse para um assegurar um lugar em alguma universidade privada.

De ano para ano, número de vagas para Universidade Pública, Agostinho Neto, cresce vertiginosamente na ordem dos +/-35.000 candidatos para um total de vagas estimadas em apenas 5.000. Aventou-se, por exemplo, que Faculdade de Medicina teve + de 1.500 candidatos para 100 vagas. Já tivemos a oportunidade de reflectir o conteúdo discurso da abertura oficial do ano academico (2016, Acto Central Kwanza Sul) do ministro Ensino Superior, Adão do Nascimento, à luz das visões do P. Bourdieu (Homo Academicus), restando-nos esperar o que esse servidor público vai dizer-nos este ano...!

Na verdade, ganhe quem ganhe as eleições de 2017, as opções de reforma profunda do Ensino Superior, não se poderiam apenas reduzir mera tergiversação disjuntiva do género -- "entre formar mal ou não formar, eu prefiro antes formar-mal e deixar que com o tempo a qualidade de vá encarregando de modelar a má-formação" (segundo um respeitado professor)-- a questão é da reforma deste sector mais profunda, e tão profunda quanto a tão apregoada reforma do estado.


Por : Paulo Faria
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