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O ano 2017 e o Movimento pela verdadeira transição
O ano 2017, que já vai no seu terceiro dia, será especial por diversas razões:
1. A 4 de Abril, os Angolanos celebrarão 15 anos de Paz.

2. Em Abril, cumprir-se-ão 20 anos da entrada em funções do GURN [Governo de Unidade e Reconciliação Nacional].
3. Em Maio, cumprir-se-ão 40 anos dos trágicos Acontecimentos de 27 de Maio de 1977.

4. A 29 e 30 de Setembro, cumprir-se-ão 25 anos das primeiras eleições gerais, que, no entanto, deram lugar ao período mais violento da longa guerra civil.

Este ano será também especial por ser de eleições, numa conjuntura de crise económico-financeira, que, além dos enormes estragos que provocou na frágil economia das famílias angolanas, tem deixado o regime de José Eduardo dos Santos praticamente de pantanas.

Entretanto, a crise económico-financeira é apenas parte de uma crise profunda em que Angola se encontra desde 11 de Novembro de 1975.

Em 2017, o grande desafio que se coloca aos Angolanos é o de levarem a cabo um amplo MOVIMENTO DE TRANSIÇÃO PARA A MUDANÇA, isto é, levar a cabo um processo político que coloque o pais nos carris da normalidade. Angola tem de deixar de ser um Estado anormal - refém de bandidos - para ser um verdadeiro Estado Democrático de Direito e Bem-estar Social. De que modo será isto possível?

Provavelmente, para muitos, a resposta reside nas eleições. Não há dúvidas de que em países normais com instituições fortes e funcionais, as eleições são um mecanismo de mudança.

Mas não é este o caso de Angola, um país cujos processos eleitorais fraudulentos têm servido ao objectivo da manutenção da ditadura personificada na pessoa do engenheiro da má governação e arquitecto do saque, da corrupção e do nepotismo: José Eduardo dos Santos.

Tal como em 2008 e em 2012, nada indica que será diferente em 2017. Os cidadãos irão votar, mas apenas para legitimar a ditadura e contribuírem para a farsa de sempre.

Do que Angola mais precisa? De mais uma encenação eleitoral, que vai manter a maioria no apocalipse social, ou da constituição de um movimento cívico a exigir TRANSIÇÃO efectiva para a MUDANÇA?
Com a união das forças vivas da sociedade, a transição para a mudança é possível.




Por:#Nuno_Alvaro_Dala
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