"NÃO HÁ CONDIÇÕES" PARA A VISITA OU O REGIME ESTÁ COM 'AZIA POLÍTICA'?

"NÃO HÁ CONDIÇÕES" PARA A VISITA OU O REGIME ESTÁ COM 'AZIA POLÍTICA'?

A 10 de Fevereiro, Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, confirmou durante a sua visita à Angola que a Ministra da Justiça de Portugal, Francisca Van-Dunem, efectuaria uma visita oficial à Angola, a qual teria lugar entre 22 e 24 de Fevereiro.

Entretanto, a 21 de Fevereiro, eis que as autoridades angolanas cancelaram a programada visita, facto que acabou reiterado pelo titular do Ministério da Justiça, Rui Mangueira.

As razões que as autoridades apresentaram se resumem numa alegada "falta de condições...". Essa justificação dúbia poderia levar os distraídos a acreditarem no conto do vigário segundo o qual as razões do adiamento da visita são meramente de agenda. Mas não é este o caso.

Acontece que as razões do cancelamento da visita da Ministra da Justiça se consubstanciam em dois factos fundamentais:

1. Processo contra o Vice-presidente da República: na semana transacta, a 16 de Fevereiro, Manuel Vicente foi constituído arguido em Portugal, num processo em que é acusado de corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. Até agora, a DCIAP, serviço de investigação criminal de Portugal, já enviou duas cartas rogatórias à Procuradoria Geral da República de Angola. Esta, obviamente, como era de esperar, não está a cooperar. Acontece que à falta de cooperação da PGR, o Ministério Público de Portugal terá de emitir um mandado de detenção internacional, ou seja, os Angolanos terão o desprazer de ver o vice-presidente do seu país na iminência de ser detido em qualquer país que aceite cooperar com as autoridades portuguesas!

2. Fantasma dos Acontecimentos de 27 de Maio de 1977: a titular do Ministério da Justiça de Portugal é irmã do célebre José Van-Dunem, tido pelo regime de então (e de hoje) como um dos líderes do fraccionismo e da dita intentona golpista que levou à chacina de dezenas de milhar de Angolanos (80.000, segundo a Fundação 27 de Maio). Ele e Nito Alves foram procurados, torturados e mortos com uma ferocidade inenarrável. A esposa de José Van-dunem, a senhora Sita Valles foi assassinada na mesma altura. O casal deixou um quase recém-nascido filho, que Francisca, na qualidade de tia, acabou por acolher e criar. O jovem tem quase 41 anos de idade. Vive em Portugal.

Fica então evidente que o regime de José Eduardo dos Santos, tomado de uma pesada azia política, não teve alternativa: cancelou a visita!

Não se espera outra coisa de um governo/regime de delinquentes


Por : Nuno Alvaro Dalas
DITADURA: GRANDE FAMÍLIA/MPLA NO SEU MELHOR

DITADURA: GRANDE FAMÍLIA/MPLA NO SEU MELHOR

O candidato a cadeira presidencial João Lourenço fez insinuantes declarações completamente desfasadas da realidade. JL disse em público, que o MPLA fez muitas coisas, até aí tudo bem, mas, o gênio pseudo eloquente de JL fê-lo escorregar em direção a mentira explicita, quando declarou que o MPLA fez muitas coisas todas boas, e, ainda acrescentou sem modéstias que fará muitas mais coisas boas no seu consolado.

Fraude e Violência gratuita Contra Opositores São as Armas Para a Grande Família Vencer as Eleições
O MPLA traiu-nos a todos novamente.Afinal o MPLA não mudou nada, e o seu discurso alienado mesmo com João Lourenço afrente da campanha continua com o mesmo figurino, tudo na mesma. João Lourenço surpreende cada vez maistodos quantos expectavam nele a esperança da mudança.

O MPLA traiu-nos, o novo cabeça de lista está de todo arrogante, petulante e irascível, JL quase nos dá cabeçadas, obriga até os distraídos a engolir sapos enormes com a veiculação de suas alegóricas atoardas falaciosas.

Sim é verdade, o MPLA fez coisas e desfê-las como quis e bem entendeu, roubou-nos a todos, enriqueceu a filharada, familiares e apaniguados nacionais e estrangeiros de JES e dos membros do MPLA. Fica cada vez mais estarrecedor ouvir os delirantes discursos de JL, candidato do MPLA as próximas eleições, essa lengalenga já não colhe.

Essa garantia de JL afirmar arrojadamente que no seu consolado realizará muitas coisas só boas, frauda as expectativas de termos eleições livres e democráticas em Angola.

É sintomático o crescente estado de medo visível dos atuais dirigentes do MPLA, nota-se que estão de todo assustadíssimos. Por outro lado, as palavras de João Lourenço não coincidem com a verdade objetiva dos factos. É verdade que o MPLA fez muitas coisas sim, mas, fê-las de modo totalmente errado, vai tudo muito mal em Angola e sobretudo nas hostes do MPLA, foram tantas as coisas horrendas feitas pelo MPLA, que nem de Judas Iscariotes se esperariam tais.

Angola pertence aos angolanos não é nem nunca foi propriedade do MPLA, e muito menos de bandidos da espécie de gente egocêntricas como Bornito de Sousa. Ninguém mais acredita nessa direção do MPLA, aliás todos não, desculpem-me, o meu amigo e companheiro de cadeia na casa da reclusão Vicente Pinto de Andrade acredita.

Vergastar angolanos nesses tempos por se manifestarem contra a permanência de Bornito de Sousa como regente do senso eleitoral é inacreditável, sobretudo por recair sobre ele a acusação pertinente de ser o incrementador da fraude eleitoral em marcha. Agir desta maneira contra o exercício da cidadania não é mais admissível. Camarada JL por favor vão, vão se embora isso assim não pôde ser.

A ditadura está em pleno movimento contra a pretensão daqueles cidadãos que reclamam o direito ao exercício da cidadania defendido constitucionalmente, violentar e atacar pacíficos cidadãos civis, que pretendem apenas manifestar-se contra o partido no poder há 41 anos, no mínimo é caricato, principalmente para quem afirma existir em Angola o estado de direito democrático livremente implementado.

Esse regime parece ter os dias contados, os arautos defensores do regime devem estar pasmos e preocupados com a violência gratuita exercida contra os jovens que apenas reivindicam o direito de não querer que as eleições sejam manipuladas como estão a ser.Infelizmente os verdugos de Cassule, Kamulingue, Ganga M’flupinga Lando Victor dentre outros, não conhecem exercício normativo do direito à cidadania.

É importante que o estado de polícia seja morto e enterrado. Não se pôde reivindicar a existência de democracia onde impera o estado de polícia, onde costumeiramente se tortura o pobre e pacifico cidadão, sem motivo algum aparente.

Fica até ridículo assistir as invenções de julgamentos sistêmicos regados de acusações disformes de golpes de estado, num país onde não se respeita os direitos civis. Só para que conste, em Angola não existe o requisito de tolerância política, quem é contra o regime é considerado inimigo do MPLA.

É preciso lembrar sempre que Angola é tão somente o país mais militarizado e policiado do terceiro mundo africano.

Permito-me aqui aludir as mentes dopadas dos dirigentes do regime despótico, sobretudo aqueles que se julgam intocáveis, que em política o que vale hoje pôde não valer nada amanhã. Quero com isso preventivamente dar conhecer os ditadores mirins em construção na nossa terra, que Angola tem dono, e o dono não se chama Bornito de Sousa.

Por outro lado, saibam que, o cidadão angolano cresceu, e cresceu muito em termos de inteligência, e hoje, entende e sabe muito bem quem é quem. Camaradas, ganhar eleições na imprensa e com pareceres e visitas de cidadãos bajuladores estrangeiros é fácil, e fraudando as eleições ainda se torna mais fácil.

Aoscidadãos da minha geração peço-lhes que tenham consciente paciência, e entendam que, estamos a descontextualizar o processo de democratização do país, e essencialmente a diminuir o ímpeto de integração do povo na sociedade que pretendemos seja futuramente bem-sucedida.

Realizar eleições não dá o direito ao nosso candidato de se pavonear em passeatas, nem de realizar comícios e manifestações em todo lugar na terra que é de todos nós. E aos demais cidadãos restar-lhes a violência gratuita, como a porrada com barras de ferro, e com direito mordidelas de cães etc.…

Afinal que razão plausível e/ou que direitos especiais tem a gloriosa família MPELISTA, na qual se juntou o meu camarada Vicente Pinto de Andrade, para se movimentar livremente, realizar comícios e manifestações em todo país, como quiser e bem entender? Afinal democracia significa elitismo disfuncional?

Por : Raul Diniz
UÍGE: MAIS UMA COMISSÃO DE INQUÉRITO QUE NÃO VAI DAR EM NADA

"TRAGÉDIA DO UÍGE": MAIS UMA COMISSÃO DE INQUÉRITO QUE NÃO VAI DAR EM NADA E A DESVALORIZAÇÃO DA VIDA HUMANA.

À medida que o tempo passa, os cidadãos vão-se esquecendo da tragédia em que 17 cidadãos pereceram por força de alegados tumultos ocorridos no Estádio 4 de Janeiro, durante um jogo de futebol entre os clubes Santa Rita de Cássia (equipa local) e Recreativo do Libolo. Houve também 59 feridos.

O governador da Província, Paulo Pombolo rapidamente constituiu uma comissão de inquérito, para investigar as condições e as razões que estiveram na base da tragédia (e apesar da morte de quase duas dezenas de cidadãos, o governador não decretou luto na Província).

Infelizmente, mais uma vez, a referida comissão não vai dar em nada. Nenhuma pessoa pública ou privada, nenhuma instituição pública ou privada será responsabilizada pela morte de 17 Angolanos.

Esta situação também se verificou em Benguela, onde em 2016 dezenas de cidadãos morreram em circunstâncias até hoje não esclarecidas, quando assistiam a um malfadado espectáculo musical. Naquela província o governador local, Isaac dos Anjos, constituiu uma comissão de inquérito (aqui também, apesar da morte de tantos cidadãos, o governador não decretou luto na Província).

Passados vários meses, o assunto " ficou no barulho" - não se sabe nada tanto da comissão como do seu trabalho e respectivos resultados.

Em 2015, também na província de Benguela, morreram mais de 60 cidadãos por força das chuvas quase diluvianas que se abateram sobre o Lobito (o governador não decretou luto na Província. Aliás, o luto seria também decretado em dimensão nacional, mas não houve nada disso: o Presidente da República nem sequer foi ao local para se inteirar da situação e dar o seu conforto às famílias. Preferiu ir à Namíbia...). E será que houve responsabilização pela forma desastrosa como as autoridades geriram a tragédia? NÃO!

Fica bastante evidente que a vida do Angolano não é valorizada pelas autoridades provinciais e nacionais.

O Angolano continua a ser tratado como "coisa".

É incompreensível.

O Governo finge que valoriza a vida do cidadão. E os cidadãos fingem que "está tudo bem" e esquecem.



Por : Nuno Alvaro Dala
SERÁ QUE ESTAMOS MESMO NA PAZ?

Se observares no dicionário a palavra "PAZ" não significa apenas ausência de guerra (ou conflito armado),encontrarás também : tranquilidade pública,sossego,etc...
Nesta ordem de ideias, se a PAZ significa mesmo "tranquilidade pública" então, manos(as), nós não temos isso!
PORQUÊ?
* Não há tranquilidade pública quando soubemos que a qualquer instante aparecerão militares fortemente armados com equipamentos diversos para demolirem a nossa residência dizendo que está na RESERVA FUNDIÁRIA DO ESTADO, nos deixando ao relento porque a terra é PROPRIEDADE DO ESTADO.

*Não há tranquilidade quando soubemos que depois de trminar a formação estarás com o teu diploma a mofar na mala e você sentado em casa por falta de emprego mesmo formado!

* Não há tranquilidade pública, quando se destroem lavras para a exploração de diamantes (que em nada beneficia a população local),sabendo que esse coitado povo depende da agricultura como único meio de subsistência!

* Não há tranqualidade pública, quando os meliantes assaltam até a esquadra policial ( ja imaginaste como fica o povo?)

*Não há tranquilidade pública ,quando te negam o emprego por razões partidárias,regionais ou raciais...
Manos me digam só por favor!
SERÁ QUE ESTAMOS MESMO NA PAZ??

sona ja Kandoa
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